sexta-feira, 5 de março de 2010

A encharca ombros

- Desgraçado, aquele maldito. Bem que me falaram no começo, elas tinham razão. Cachorro, cachorro, feladaputa, aquele desgraçado! Por que eu, me explica? Por que??? Tava bom demais pra ser verdade, mas ele me paga o vagabundo. Sem vergonha, me paga! Eu mato aquele viado fiodumaégua! Ah se ele me aparece na minha frente, pode vir, pode vir que eu vou de facada naquele cuzão desonesto. Isso não se faz com ninguém, como é que eu pude cair nessa ladainha, me explica? Me explica!!! Você é meu amigo, não é? Tenho certeza que você não faria e nem nunca fez isso com ninguém, né Fe? Me jura que não! Me jura! Não dá pra acreditar na cara de pau desse idiota, não consigo nem me olhar no espelho, alguém me dá coragem!? Me dá!? Que que eu faço com esse traidor feladaputa? Mando matar ele, Fe? Tem uns caras lá da vizinhança daquela minha amiga lá que só precisam de um motivo, nem grana eles pedem, vou ligar pra ela. Quero vingança, não é justo, ele tem que pagar! Ele tem que pagar! Porra, pensa que é quem? Acha que nego veio pro mundo a passeio?! Acha que paixão é brincadeirinha, ah, como eu quero matar, como eu quero.

PS: Post de número 400 desse humilde diário não diário.

quinta-feira, 4 de março de 2010

A zica do 4 março

- E daí que é 4 de março, vai dar merda, meu.
- Por que? Quem inventou essa zica foi, tatu.
- É científico: os dias 4 de março não gostam de mim.
- De onde você tirou isso?
- Já fui operado em 4 de março, já fui assaltado com arma na cabeça em 4 de março, já rompi relações ótimas em 4 de março, já quebrei o pé dia 4 de março, já tomei foras homéricos dia 4 de março, já internei minha mãe dia 4 de março, já...
- Para de viadagem, meu, tá acabando o dia e nada de graaave aconteceu.
- Mas dia 4 de março Dona Encrenca vem a galope. Anota o que eu te falando.
- Para de nhenhenhém, seu fresco do caralho.
- Você não conhece o dia 4 de março, não subestima ele...
- Esquece essa encanação e vai pra casa, daí amanhã você me conta.

Toca o celular.
Olhos param no visor.
- Vixe, olha só quem tá ligando.
Silêncio, olhos mais abertos que farol de fusca.
- Não disse que era 4 de março?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Comentários vagos e dispensáveis sobre filminhos do Oscar y otras cositas

A instigante Vera Farmiga pagando pau pro boa pinta Clooney

Produções da telona têm sido programa frequente nesses dias, com friozinho ou calorão, em que a preguiça me dá um mata leão aos finais de semana. O Oscar tá chegando aí no próximo domingo, dia 07/03 e eu só não vi Avatar ainda (não que tenha muita vontade, não). Enfim, quando não fui fagocitado pelo sofá, estive em salas sombrias da SP cinzenta (saudades, Homem Cinza) para conferir:

- Invictus
Filminho batuta pois conta um Mandela (interpretado com esmero por Morgan Freeman, quem mais? - Papel de presidente, diretor de escola e Deus, só dá ele, né?) que não conhecemos e que nunca ouvimos falar, um Nelson simpático e que enxergava no rugby uma forma de tentar unir um país rachado pelo Apartheid. Uma história que mostra o quanto um esporte pode funcionar como eixo de junção em um país completamente sequelado em termos de tolerância racial. Um esporte de burgueses, que concorre com o soccer dos pobres, é o pilar da película e a cola para juntar um povo disperso em ódio e descrença. Vale muito a pena pra tentar entender como um esporte cuja regra eu nunca entendi um cazzo consegue emocionar e arrepiar quase que no filme inteiro.

- Up in the Air (Amor sem Escalas)
Fraquinho, um pouco metido demais a analisar o comportamento pós moderno durante a última crise econômica, mas não é terrível. Não leva melhor filme nem a pau, Blumenau. George Clooney mostra que é bom, as usual, mas não é dessa vez também que fatura o bonequinho dourado. A mulher que faz par com ele, interpretada pela madura e sensual Vera Farmiga (indicada para atriz coadjuvante) é uma personagem très interessante e um dos pontos altos da pseudo-comédia-romântica-crítica-desse-mundo-louco-em-que-vivemos.

- A Serious Man (Um Homem Sério)
Primeiramente vale dizer que é um dos únicos filmes dos últimos tempos que teve tradução do nome literal, sem parecer concurso de piada de tradutores. Ainda tenho uma teoria que existe uma comissão de tradutores de nome de filmes que fazem campeonato pra ver que bola a versão mais tosca do nome original, sendo a pior ideia automaticamente a vencedora.
Enfim, o novo filme dos irmãos Cohen é muito bom, pode papar o Oscar de melhor produção sim. Focado no exagero dos traços dos personagens, a película procura mergulhar, nem tão fundo assim, no universo judaico de uma pequena cidade yankee. Um professor de física vê seu mundinho desabar quando se dá conta de que a mulher quer o divórcio, o filho de 13 anos é rebelde e maconheiro, a filha rouba dinheiro dele e o irmão é um fracassado. Daí ele, cético e pé atrás com a religião, corre atrás dos pitacos de três rabinos para se aconselhar. O rabino júnior tem uma cena só, mas a rouba de modo que você fica rindo dele até o final. Preste atenção.

- The Hurt Locker (Guerra ao Terror)
Disparado o mais tenso que eu vi nos últimos tempos. Pá, te prende, vixe, não dá pra pregar o olho, não. Pode ganhar melhor filme pelo impacto político que tem ao colocar o foco sobre os profissionais cuja tarefa (ingrata ou recompensadora?) é desarmar bombas no conflito do Iraque. O ator Jeremy Renner tem potencial pra arrancar a estatueta das mãos de Mr.Freeman, fiquemos de olho.

- Os Inquilinos (Os incomodados que se mudem)
Filminho nacional que não vai a Oscar nenhum, pero un poquito metido a suspense tensão mas que não convence muito. Sergio Bianchi já fez sua obra prima em Cronicamente Inviável (2000) e ficou muito longe dela dessa vez. O bom Marat Descartes interpreta Valter, que junto com a mulher, vivida por Ana Carbatti, é confrontado com o comportamento turbulento dos novos moradores e entram num clima de paranóia. Só isso mesmo, não empolgou muito, né?

terça-feira, 2 de março de 2010

Guerra besta

Ir no estádio como torcida adversária no Brasil é mais perigoso do que saltar de paraquedas. Acompanhe o raciocínio: são liberados cerca de 10% dos ingressos para o time visitante e que nenhum estádio brasileiro comporta hoje mais do que 100 mil pessoas, sua chance de estar ali é de 1 em 10 mil no máximo. Já a estatística de panes de paraquedas é de uma pra cada 15 mil saltos, sendo que acidentes com risco de morte são menos de 3 por ano no Brasil. Porém, num estádio ou nas cercanias, no meio de uma batalha campal, suas chances de tomar uma pedrada, paulada, ou um simples tiro é cada vez maior. Sem hipocrisia, me sinto mais seguro numa porta de avião a 12 mil pés.

Estava já dentro do Palestra Itália na semana passada quando meu amigo chegou atrasado contando que viu um cara sem camisa meio morto no Av. Antártica todo sangrando. Pelo que acompanhei posteriormente, ele não deve ter morrido, já que a única vítima fatal foi um palmeirense do interior matado no posto Lago Azul da Rodovia dos Bandeirantes. Mas isso não importa, estádio é lugar de ir ver e apoiar seu time, não de morrer por ele.

Pra que olhar o adversário como um inimigo só porque ele gosta de verde e eu não? Não dá para aceitar alguém que não é igual a você possa ter os mesmo direitos que você? E o pior é que esses caras que saem de casa pra guerra devem ter algum amigo ou familiar que torcem pro time que eles querem trucidar. Não há respeito ao adversário, parece que só enxergam a aniquilação do oponente. A luta simbólica do campo migra para o coração desse vândalo, travestido de torcedor, que não visa mais apoiar seu time, mas usá-lo de desculpa para descarregar suas raivas, angústias e adrenalina. Pra isso eu prefiro paraquedismo.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

The big black cloud

Primeiro foi o joelho que deu pau, depois a greve de transportes em Arequipa que nos deixou travados, mau-humorados e loucos para sair de lá o mais rápido possível, na sequência veio a chuvarada em Cusco e o fechamento da Trilha Inca com deslizamentos e mortes pelo caminho (vou contar aqui mais pra frente), na volta rebaixei a Leandro de Itaquera (ver abaixo) com meu molejo hereditário, daí já emendei com uma ida frustrada e assustadora ao Chiqueirão onde meu tricolor perdeu pro fraco time da casa e onde (detalhe bobo, magina) morreu um cara, na sequência plantão a semana inteira até altas horas da madruga, resfriado, depois o computador lá de casa quebrou na minha mão, e pra coroar tive armas apontada para mim duas vezes na última semana, sendo a última com aquelas miras laser da SWAT, sabe?

Indicações de benzedeiras para: felipemortara@gmail.com

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Das coisas intensas da vida

Entrar no Anhembi e ir pra concentração. Estacionamento não tão cheio de carros, mas de cores. Cada componente é uma célula, procurando sua ala para forma uma espécie de órgão respirante e mutante. Que saudade desse respirar. Encontrar amigos, escutar e afinar o enredo. Cerveja, duas por cinco. Amigos vestidos de gari, prosa. Nossa fantasia vem com um camarada chamado Medonha, sim, ele mesmo, da velha-guarda da escola. Queria porque queria que a gente saísse de terno branco e chapéuzinho, junto com os senhores e senhoras da vermelho e branco.
Não, obrigado, não merecemos tal manto.

É tudo improvisado, é, mas vamos de Iansã e Xangô, protetor fiel, fantasia grande e emperequetada. Estalam os cavacos, tamborim assovia dilacerante, não dá mais pra voltar. Linha amarela, começa o desfile, enredo, improviso na ponta da língua. Os refrões saem como se os cantasse desde pequeno. Ela sorri, é o que importa, não queria estar em nenhum outro lugar do mundo, todos sorriem, mãos dadas. Êxatase é entoar o canto em coro e não ser mais, ser pura e simplesmente aquilo tudo. A testeira amassando as têmporas e nem sombra de uma dor de cabeça. É ver o povo não cantando o seu enredo, pois sua escola não é a mais popular, mas sequer cogitar desanimar. São 500 metros da mais pura felicidade, diria um cientista menos cético.

Sim, minha escola foi rebaixada, e sim eu dou risada das piadas. Eu mesmo as faço. Sim, eu não levo isso tão a sério. Sim, eu não passei o ano inteiro montando o desfile. Sim, eu quero participar da ascensão ano que vem. E sim, vou decorar muito mais do que os refrões. E sim, eu quero ver a escola ser campeã.

Ah, e se você não sabe quem é o tiozinho fantasiado de Wally aí em cima, ele é simplesmente o nome da escola em carne e osso. Ou melhor, barriga e sorriso.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Às espontâneas


Pensou em fazer alguma coisa, parou pra pensar, pensou direito, e desistiu. Normal, né, a gente faz isso o tempo todo. Pensou em xingar aquele cara da fechada lá no próximo farol, mas pensou que se pá ele tem uma quadrada e manda você redondamente pro caixão. Ou talvez tenha pensado em mandar o chefe à merda, mas lembrou que é ele quem garante o leite dos seus filhos. Quem sabe tenha arriscado cogitar convidar aquela pessoa mais que interessante prum get2gether, mas o frio na barriga e o medo do implacável (porém nada mortal) "não" o tenha impedido.

O medo parece que trava a gente, mas também pode alimentar. Não é sobre medo que essse texto fala, mas sobre a capacidade que o instinto tem de superar ou até mesmo de simplesmente ignorar o medo. A coisa feita por impulso pode caminhar pro fiasco, normalmente o improviso em coisas sérias tende a isso. Mas na balança, as coisas espontâneas tendem a ganhar grande valor por sua autenticidade. Parece que quanto menos programadas, menos previsíveis e mais originais são. É coisa que vem de dentro.

Resolver que vai fazer a viagem da vida numa segunda-feira cinzenta. Decidir que, se gosta tanto de cantar, vai gravar um disco. Ou ainda se gosta de velejar, programar-se para subir a costa brasileira inteira a bordo de um veleiro. Se é do pedal, fechar uma longa jornada de bike. Se é das alianças, resolver que vai colocar uma criaturinha no mundo. É da turma dos apaixonados e achou o par da vida? Ótimo, eu tô falando do dia que você resolveu pedir a mão dela, com todo o clichê que a ocasião pede. É do momento do estalo que eu to falando.

Aquela hora em que o corpo vai porque a mente já foi. O espontâneo é mais que orginal, é puro, visceral. O espontâneo tem sempre um preço, mas que no auge do estalo sempre parece compensar. Em cinco minutos escrevi isso aqui, não sabia nem que escreveria hoje. Espontâneo, puro, visceral? Sei lá, eu precisava. Digamos que estou no auge de um delicioso estalo, que só posso contar quando (e se) tudo der certo. Mas vamos combinar: o que o entusiasmo não faz, hein?

(Foto daqui)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quase começando


"A man travels the world over in search of what he needs and returns home to find it."
George Moore

Dizem, e eu acredito, que o ano só começa depois do Carnaval. Ou seja, tá pra começar já na quarta-feira. Ao contrário do que clama a canção Felicidade, tudo não se acaba na quarta-feira. Pelo contrário, o ano começa é logo depois do meio dia. Nem branco nem preto, como o samba, o ano nasce cinza, numa sutil mistura dos dois. Branco de paz, preto de luto, cinza de tédio. Mas com a certeza de que se colorirá em pouco tempo, assim como esse blog, que volta a cantar, perguntar, resmungar, escutar, sambar (por que não?) e outros ares por aí.
Feel so good to be back.

domingo, 27 de dezembro de 2009

2009, o ano em que

# Aprendi a cortar a unha do pé sem encravar.

# O Sarney balançou, mas não caiu, claro. Já o Caetano e o Dinho Ouro Preto...

# Michael nem balançou nos shows que tinha programado, só que caiu, assassinado, deixando como legado um filminho mixuruco. E um monte de covers que vão ter que concorrer com os do Elvis, esses há muito mais tempo no mercado.

# Rubinho quase matou o Massa sem querer. E quase foi vice, mas sendo o retrato fiel de nossa pátria, ficou só no quase.

# Obama veio com tudo, o mundo inteiro esperava.... E, pelo jeito, vai continuar esperando. Mas a reforma de saúde já veio, agora só falta a reforma metas de emissão de gases, tá quase ali ó.

# Ahmadinejad fingiu que enganou todo mundo nas eleições iranianas. E o mundo fingiu que acreditou, calado, numa nice. Menos o Lula, que acha ele uma simpatia. Tem cara de petista, repara bem.

# Bush não apareceu em nenhuma manchete de jornal que tenha me marcado, só que escalou um agente da CIA pra tacar um sapato no tal jornalista iraquiano, e nego da SWAT não erra, óbvio.

# O Fla saiu da zona de rebaixamento para conquistar um título mais que merecido. Adriano descobriu que não tem milhões de euro que paguem cerveja, churrasco, mulher e sambinha na Vila Cruzeiro com a malandragem. O Brasil descobriu que reciclar Pet é a melhor escolha. Definitivamente o craque do campeonato.

# Apertei a mão do Kassab mais vezes do que a dos meus tios queridos.

# O Lula mostrou que é "O Cara" de fato, já que mesmo não preparando nada de coerente pra mostrar ou propor em Copenhague conseguiu fazer todo mundo chorar com seu discurso. E eu até acredito que ele mal dorme por causa do desmatamento na Amazônia. Aham.

# Collor fez Pedro Simon e a pátria calarem-se e engolirem arrependidamente suas palavras. A digestão fica por conta de cada um.

# Vi o mar apenas duas vezes. Nem uma wave eu surfei, nem no Google Wave, que aliás nem eu nem nenhum asno que eu conheço entendeu. Talvez seja em 2010 o que o Twitter foi em 2009.

# Por falar em Twitter, putcha que la miséria, como nego perdeu tempo nessa droga, me incluo também. E se em 2010 a gente tentar falir o Twitter, mesmo que ele aparentemente não tenha fins lucrativos. Desliga o Twitter e vá ler um livro!

# O Rio ganhou o direito de realizar um fiasco em 2016, e o País inteiro fez piada. Mas na hora do Robin Williams zoar, ele não tem direito. Quer prova maior de que temos um belo espírito esportivo?

# O apagão rola no mesmo mês em que resolvemos acender todas as luzinhas de natal pra chamar o bom velhinho. Tô começando a achar que apagões podem ser a nova mania nacional. Reparemos nos índices de natalidade daqui 9 meses.

# Manuel Zelaya virou recordista mundial de permanência do Couch Surfing Project. E ainda por cima inaugurou a inédita categoria "sofás de embaixadas".

# A gripe suína me fez passar ácool gel na mão. (E ficar viciado.) E pitnou como a irmã invernal da dengue, que andava tão solitária e triste como única peste anual sazonal.

# Uma pá de gênios se foram e o TDUD vai ter que suar a calcinha pra ter assunto em 2010.
RIP Clô, Patrick Swayze, Lévi-Strauss (tem hífen, ou foi reformado também?), Leila Lopes, Mercedes Sosa, Celso Pitta (tu nunca me enganou), Andréia Albertini, Hélio Gracie e Lombardi.

# O Supremo derrubou a Lei de Imprensa, mas manteve a censura sobre o Estadão. Faz sentido, seu Gilmar?

# Por falar em Gilmar Mendes, o chefe da polícia pelo telefone mandou avisar que lá na Praça XV tem uma roleta para se jogar. Chama o Ministro Joaquim Barbosa e vão pra lá bater boca longe dos olhos da nação, que adoraria vos respeitar.

# 40 anos da chegada do Homem à Lua. E daí?

# 20 anos da queda do Muro. Recomendo uma passeada por lá. Minha cidade preferida no mundo hoje.

# Dois concorrentes com QI<20 concorrem à frase mais genial proferida. "Esse é irmão desse" e "Tamo junto, Cazuza!", do gênio Theo Becker (esse gooosta) concorrem com "Ronaldo, brilha muito nu curintia", do gênio Zina. Por sinal, você já pensou que par ele faria com a Geisy Arruda??? Os dois não são tipo carregador e celular? Tipo bêbado e sal de fruta? Ou tremoço e cerveja?

# Eu vi o espetáculo ao ar livre mais lindo da vida no Anhangabaú, com o grupo Les Plasticiens Volants e contei tudo aqui.

# A Maysa quase destronou a Hebe, que acionou o Ministério Público, que proibiu a pequenina de ser mascote do SS.

# Ronaldo brilhou demais mesmo, começou derrubando alambrado e terminou o ano esperando Roberto Carlos chegar pra estrelarem a mini série "Quarentinha" durante a provável curta participação de seu clube na Libertadores.

# Decidi que continuarei voando Air France e com qualquer outra companhia. Melhor morrer assim do que sotterado em obra do metrô.

# A Jamaica produz verdinho e tem o Usain Bolt. Nós produzimos a branquinha e temos o Bolt das piscinas, Cesar Cielo.

# Um pai de Goiânia inventou uma fábula, dessas tipo 11/09, que Hollywood jamais imaginou. Brilhante, ele tretou com a mulher, jogou-a pra fora do carro (em alta velocidade, lógico) e rumou para um aeroclube com a filha de 5 anos a bordo. Fingiu que queria alugar um avião, deu uma engambelada no piloto, jogando-o pra fora da aeronave ao seu estilo já mencionado acima, e decolou. Deu vários rasantes pela cidade e esborrachou o monomotor no estacionamento de um shopping. Sim, ele decolou o avião e sobrevoou a cidade por mais de uma hora, mas não me pergunte como. Uma dica: Goiânia é a filial brazuca de Hollywood, lembra do caso do Césio 137?

# Também teve aquele piloto que fez um pouso cinematográfico no rio Hudson em Nova York, salvando todos a bordo. Esse dorme bem toda noite.

# Não passou batido no cinema porque teve estréias de Tarantino e Almodóvar, assim como O Leitor, Os Amantes e Benvindo, este sim, lindo de morrer.

# No quesito show, só o do AC/DC valeu a pena. O resto, nem fui e nem gostei. Ah, tirando o do Robertão, nem quis ir em mais nenhum, não.

# A Sadia comeu o chester da Perdigão. E o Abilião não dormiu no Ponto (Frio) e nem em nenhuma de suas Casas (Bahia). (ok, essa foi péssima...)

# Berlusconi foi considerado pela Rolling Stone italiana o "rock star do ano". Realmente, mansão com putas e farinha na Sardenha, caso com groupie de 18 anos, achar que vítima de terremoto tem que acampar que nem hippies em Woodstock e apanhar de fã demente é digno de quem vive like a rolling stone.

# Os passageiros de fretados se ferraram, e a cidade também.

# Teve guerra na USP e em Heliópolis e eu perdi oportunidades de estrear no jornalismo de guerra sem ter que ir à Africa ou aos Balcãs.

# Cumpri parte de uma das minhas promessas pra 2009 e fui aprender a sacolejar o esqueleto em gafieiras e salões de forró Brasil afora. Não, não parei de pisar em pés.

# Espero que até a virada do ano eu tenha feito uma lista coesa de promessas incumpríveis para 2010.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Pessoas Alpha FM

Sabe aquela pessoa que tava lá, mas não tava? É, aquele cara que sempre tá nas rodas, mas não tá. Um que pode ser aquele que concorda com tudo e todos, que não diz um não. Nem fede nem cheira, não sobre nem desce, nem nada. É a pessoa Alpha FM. Bem música de elevador, que tá ali, mas você nem lembra depois. E às vezes nem durante. De cabeça consigo lembrar de uma meia dúzia de pessoas assim. Inclusive algumas que viajaram junto e eu mal recordo delas presentes em momentos importantes.

Um cara que tanto faz, sabe? Se tava lá, ótimo, se não tava, tá beleza também. Tipo cerveja em festa que já tá tudo liberado mesmo, legal, mas nem precisava...
Certeza que você conhece alguém assim, não?

Pra 2010, se você é meio Alpha FM, espero que seja mais Eldorado, talvez, ou quem até Oi, mas sem ter que mandar sms pra saber nome de música, porque daí você vai de invisível a chato num instante.

PS: Entre lá no site da Alpha FM e veja com seus próprios olhos como até o site é sem sal e emana o DNA da rádio

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Lula homologou a merda

A merda passou a vida inteira reprimida, calada e acuada. Apesar de convivermos quase que diariamente com ela do ponto de vista fisiológico, (claro que se você é dos que tomam Activia isso deve ocorrer com maior frequência) em algum lugar inventou-se que, como idéia e força de expressão, ela era vulgar, bruta, quase uma Geni. Só que dia desses o gênio Molusco Mor, num discurso no Nordeste, afirmou sem hesitar que ia "tirar o povo da merda" e assim, a tão excluída palavra saiu dos calabouços do linguajar popular para as manchetes de todos os diários. Agora ela, que era maquiada por ícones como #, %, *, & e !, está livre, leve e solta, assim como o Arruda, um governador de merda.

Lembrando disso me veio essa enunciação que algum gênio desconhecido proporcionou à Humanidade, e que eu escutei em algum lugar em mp3 e depois achei escrita em algum site por aí. Bom fim de semana, seu desocupado!


A palavra MERDA pode mesmo ser considerada um coringa da língua
portuguesa.

Exemplos:

Como indicação geográfica 1 :
Onde fica essa merda?

Como indicação geográfica 2 :
Vá a merda!

Como indicação geográfica 3 :
18:00h : vou embora dessa merda..

Como substantivo qualificativo:
Você é um merda!

Como auxiliar quantitativo:
Trabalho pra caramba e não ganho merda nenhuma!

Como indicador de especialização profissional :
Ele só faz merda.

Como indicativo de MBA :
Ele faz MUITA merda.

Como sinônimo de covarde:
Seu MERDA !

Como questionamento dirigido:
Fez merda, né ?

Como indicador visual:
Não se enxerga merda nenhuma!

Como elemento de indicação do caminho a ser percorrido:
Porque você não vai a merda?

Como especulação de conhecimento e surpresa:
Que merda é essa?

Como constatação da situação financeira de um indivíduo:
Ele está na merda...

Como indicador de ressentimento natalino:
Não ganhei merda nenhuma de presente!

Como indicador de admiração:
Puta Merda !!

Como indicador de rejeição :
Puta Merda !!!!

Como indicador de espécie :
O que esse merda pensa que é ??

Como indicador de continuidade :
Na mesma merda de sempre.

Como indicador de desordem:
Tá tudo uma merda!

Como constatação científica dos resultados da alquimia :
Tudo o que ele toca vira merda!

Como resultado aplicativo :
Deu merda.

Como indicador de performance esportiva :
O Flamengo, o Grêmio, o Palmeiras, o Fluminense, o Corinthians e o Vasco, não estão jogando merda nenhuma!!!

Como constatação negativa :
Que merda !!!!

Como classificação literária:
Êta textinho de merda

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O autor é desconhecido...eu não escrevi essa merda não... hehe

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Uma experência

Leia esse post à noite. Concentre-se .

Bocejo.
Preguiça.

Preguiça.
Bocejo.

Aaaaai, que sono.
Bocejo.

Preguiça.
Leseira.

Bocejo.
Bocejo.

Bocejo.
Preguiça.

Bocejo.
Bocejo.

> E aí, deu uma bocejadinha, pelo menos?
O D2 vai buscando a tal batida perfeita enquanto continuo na minha eterna busca pela fábrica interna de bocejos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sobre honestidade e AC/DC


Soaram os primeiros acordes ali naquele Morumbi. Meu, se você não tava lá eu sinto muito, foi algo tão ducaralho, mas tão ducaralho que eu vou passar os próximos anos falando que nunca ninguém foi tão honesto comigo quanto o Angus Young e sua turma naquele 27 de novembro.

Honesto é palavra, porque honesta foi a oferta de serviço deles. Sejamos bestamente didáticos: ofereceram-se para tocar seus maiores hits, colecionados em quase 40 anos de estrada, que não são poucos e muito menos ruins. Colocaram seu preço (tenha certeza que a nossa carteirinha de estudante 171 praticamente faz dobrar o preço dos tickets no Brasil) e quem achou que tal soma (de 75 a 250 reais, com carteirinha 171, claro) valeria a pena, simplesmente pagou pra ver.

70 mil consumidores (fã é muito emocional para um texto tão pragmático) desembolsaram seus cobres por aqueles papeizinhos que dariam acesso aos setores. Interessante o ato de comprar ingresso para um show, porque é um produto de consumo invisível, não intrínseco, diferente de um tênis, por exemplo, que você vai ali, esolhe e leva. Um show é mais ou menos como num restaurante, você pede o prato e depois espera pra ver o que vai vir. Claro que usamos referências e gostos pra pedir o tal prato, assim como geralmente não vamos a show de algum artista completamente desconhecido, no escuro. Claro que alguns gostam de experiências excêntricas e de experimentar coisas novas, sejam sons ou sabores.

Qualquer pessoa que esteja pagando tem noção (ou deveria) do quanto custou o dinheiro (em suor) e do quanto está custando o serviço ou produto oferecido. Tem coisa que realmente não compensa, que não entrega. Bancar o jeans mais caro e ele rasgar, esgarçar ou ficar inutilizável depois de pouco tempo. Ou comprar um carro que enguiça logo nos primeiros quilômetros. Você pagou por um produto que não retribui o investimento. Frustração misturada com sentimento de enganação, tipo corno.

Mas te digo que poucas vezes me senti tão bem tratado pelo produto/serviço pelo qual paguei. AC/DC é um show de honestidade do começo ao fim. Telão nítido como eu nunca vi, palco imenso como eu nunca vi (do U2 era maior?) e entretenimento estupidamente bem feito. Parecia criança pirando com as milhares de tiaras de chifrinho piscando pelo estádio, com os rojões que estouravam ritmados com o beat. E a qualidade do som? Só aí já valeu o ingresso. Ver seu irmão caçula entrar num estádio pela primeira vez e ter um presente de aniversário que ele nunca mais vai esquecer é sem preço. (Olhou pra pista, arregalou os olhos e perguntou, incrédulo: "isso tudo é gente?") Não tem jeito, para proporcionar uma satisfação desse naipe, só com muita honestidade.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A risada mais gostosa do mundo

Ela ri e não é para não chorar. Brinda o mundo com espasmos tão espontâneos que contagia até os mais céticos. Pode estar feliz, como sempre a vejo. Ou chorando, como poucas vezes presenciei. Sabe quando os olhos de alguém fazem festa ao te ver? Ou ao te contar uma história em que se envolveu, de corpo e alma, pra variar. Pode ser irritante alguém que consegue rir de coração, com o coração, sem esforço. Não se trata de bobismo, alguém que só sabe sorrir. Eis a diferença entre o riso e o sorriso, o sorriso pode até ficar ali, estampado, tal qual um rabisco numa carteira. O riso é efêmero, um sopro. Você sente quando é de verdade. Gargalhada transparente; contagiosa como um bocejo num final de tarde num transporte coletivo. Verdadeira aula para quem sorri e não mostra os dentes; pra quem está ali mas não está.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Gênios deveriam ter imunidade

Os caras que tiraram 20 milhões de reais daquela transportadora na Lapa, no domingo passado, seriam absolvidos no meu reino. Sim, qualquer pessoa com bom senso, senso de humor e vivendo num mundo cretino desses sabe que conseguir arquitetar um plano desses nos dias de hoje sem ninguém vazar nada durante meses é tarefa para poucos.

Em tempos de comunicação veloz, de tudo agora pra ontem, de privacidade beirando os índices de crescimento dos países europeus em 2009, eu acharia completamente plausível a notícia de que um bando foi preso enquanto cavava um túnel. Normalmente é assim que funciona. Os empresários de transportadoras, seguradoras e banqueiros financiam uma espécie de "fundo de incentivo" para que policiais supostamente evitem esses desaparecimentos súbitos. Ainda bem que nem sempre é assim.

Quando a super rede de meganhas falha, a coisa fica mais divertida para nós, simples espectadores. Quem é que não imaginou as cenas cinematográficas que aconteceram no último domingo, enquanto o país inteiro, inclusive os porteiros da firma (óbvio) torcia inquieto por seu time preferido. É quase como o roubo do "Onze Homens e um Segredo", que acontece durante uma grande luta de boxe em Las Vegas. Haja espirituosidade!

Mas a batata dos “tatus cover” começou a assar porque a turma da bufunfa tomou um preju e duplicou a recompensa pros tiras (já reparou que ninguém, além da Rede Globo chama puliça de ‘tira’?), que dali dois dias já tinham achado a turma que ficou com o troco. Mas a chefia, nada, ainda bem.

Queria aproveitar a humilde abrangência global deste blog para deixar um salve para os artistas engenhosos que fizeram a fantástica instalação da Lapa:

Caro amigo, você que rapou a bolada, boa sorte. Quem sabe não sobra um troco pelas dicas que eu quero te dar. Cara, a primeira: Run, Forest, run! Some daqui, não fica pelo Capão nem pela Brasilândia, descubra uma cidade e a batize com um nome novo, crie um ponto novo no mapa. De preferência fuja do Google, porque se vacilar só um pouquinho ele já te acha.

Troque o dinheiro aos poucos, enterre o resto num lugar em que você jamais pensaria, porque os banqueiros vão pensar. Se tiver um esquema de jatinho agilizado, parta sem hesitar rumo ao estrangeiro tipo Paraguai ou Bolívia, se é que podemos chamar isso de exterior. Consulte o melhor plástico que o mercado negro puder providenciar, mas cuidado: não peça indicação ao Abadia!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Espanta mesmo mau olhado?

Sabe aquele sobrenome seu que quase ninguém conhece? Aquele que sempre pareceu fazer só massa na linha do RG, mas que no fundo você gosta? Ou não. Às vezes é aquilo que você pretende esconder. Se você tinha avós que seus pais decidiram homenagear, certeza que você tem vergonha. Por exemplo: Renata Carolina. Você pode passar anos chamando sua amiga de Rê, Rezinha, Renes (como eu chamei) e nem sequer imaginar que ela esconde um "Carol" no meio daquilo.

A nomenclatura invisível pode ser também do tipo que não encoberta pela força daqueles nomes que ficam no meio, como Ayrton Senna da Silva ou Ascelino Popó Freitas. Mas a gente é tudo normal demais, voltemos pro chão. Ou simplesmente a ocultação sintética do sobrenome, quando um apelido deleta automaticamente o nome real e os eventuais sobrenomes escondidos. Assim sagraram-se Xuxa, Lula e Pelé, sendo este último uma entidade quase esquisofrênica, entre o Edson e o Pelé, entre o Arantes e o Nascimento.

E tem aquele sobrenome que você pode ter um carinho e orgulho imensos, mas que num determinado contexto pode queimar filme. A tradição, as histórias, as glórias familiares não ficam ao alcance da simples pronúncia quando alguém vai parar na mídia negativamente carregando o mesmo sobrenome que você.

E você deve ter chegado até essa linha pensando "pra que isso tudo?" Talvez seja só pra desabafar que em 15 dias Geisy e José Roberto me fizeram ter vergonha do meu sobrenome mais anônimo, mas não menos querido. E provaram que não tira mau olhado coisíssima nenhuma. Pelo contrário, até.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Desistir jamais

Nada como começar um mea culpa com frase de efeito em sentido oposto. É arte política manjada essa da retórica, ando bem abastecido, confesso. Não é minha vontade que me mantém longe daqui, é a obrigação de cumprir com meus deveres àquele que me paga, você, munícipe. Não deixemos os nossos valores de lado, o que acreditamos, nossos objetivos. Que seja louvada sempre a nobreza do ato de escrever, que seja sempre devidamente valorizado. Devemos sempre incentivar, priorizar e focar a escrita como forma de expressão libertadora e expansiva.

E blábláblá. Sim, uma semana sem atualizar é quase um recorde.

PS: Como eu tenho o que contar, prosa pra soltar. Ô se tenho. Ah, se meu chefe soubesse que tenho trabalhado tanto que isso aqui está, há uma semana, mais quieto que conferência de LIBRAS.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Por que não sou um post do blog do Saramago?

Porque apenas meia dúzia vai me ler.
Porque quem me escreveu não ganhou prêmio Nobel. Nem quer, ou sequer poderia, ganhar.
Porque não tenho conteúdo, não contesto, não acrescento.
Porquenãofaçosentidoassimtudojunto e nem sem ponto sem virgula sem pausa sem respiro; nem aparento ser compacto como um bloco de miojo
Porque depois que terminar de me ler, você não lembrar do que leu aqui.
Porque você não vai encaminhar aos seus amigos.
Porque meu assunto principal não é quente.
Porque você não vai se exclamar "nossa, que puta idéia!"
Porque não tenho frases que nunca se acabam.
Porque não conto história alguma que acrescente.
Porque não fui criado nas Ilhas Canárias.


PS: Tá meio morto o Caderno do Véio, mas que eu pago um pau pra clareza e a escolha das palavras dele, ah eu pago. Apesar de insistentemente não conseguir ler um livro sequer até o final.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Das belezas do futebol

Sou admirador e degustador de futebol. Explico, admiro o esporte primeiro pelo que representa enquanto pilar de interesse e transformação da sociedade e segundo porque é emocionante pra caralho, mesmo. Não tem nada que consiga reunir tanta gente junta em torno de um mesmo objetivo, para festejar.

No embalo do conteúdo do MIGALHAS, coloco um pouco mais para deixar o nosso amigo de Mountain View, California, satisfeito e sempre alimentado de informações desse blog.

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O futebol é a alegria do povo. A liturgia da descontração, da
solidariedade, do aplauso e do apupo, da criatividade e da
descontração. Futebol é festa ! E clímax. Choro e tristeza. A coluna,
hoje, será enriquecida pela linguagem vinda dos campos. Desde já, o
meu abraço solidário aos queridos jogadores, a quem se atribuem as
pérolas abaixo. Enviadas por um tal de Carlos Alberto Albuquerque.

/"Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da
VARIG."/ (Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama à família quando
em excursão à Europa)


/"Tanto com a minha vida futebolística quanto com a minha vida
humana."/ (Nunes, ex-atacante do Flamengo, em uma entrevista antes do
jogo de despedida do Zico)


/"As pessoas querem que o Brasil vença e ganhe."/ (Dunga, em
entrevista ao programa Terceiro Tempo)


/"Eu, o Paulo Nunes e o Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja."/
(Jardel, ex-atacante do Grêmio)


/"A partir de agora o meu coração só tem uma cor : vermelho e
preto."/ (Jogador Fabão, assim que chegou no Flamengo)


/"Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui
fondo e chutei pro gol."/ (Jardel, ex-jogador do Vasco e Grêmio, ao
relatar ao repórter o gol que tinha feito)


/"Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu."/
(Claudiomiro, ex-meia do Inter de Porto Alegre, ao chegar em Belém do
Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de
72)


/"Que interessante, aqui no Japão só tem carro importado."/
(Jardel, ex-atacante do Grêmio)


/"A bola ia indo, indo, indo... e iu !"/ (Nunes, jogador do
Flamengo da década de 80)


/"Nem que eu tivesse dois pulmões eu alcançava essa bola."/
(Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo)


/"Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe." / (Jardel,
ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção)


/"Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático
e gramático."/ (Vicente Matheus, quando presidia o Corinthians)


/"O meu clube estava a beira do precipício, mas tomou a decisão
correta, deu um passo a frente."/ (João Pinto, jogador do Benfica de
Portugal)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Sinceridade e Sagacidade

Diariamente recebo uma newsletter feita por adEvogados e para adEvogados chamada MIGALHAS, que já deve ter muitos anos porque tá no número 2270. (Não, não sou advogado). É meio mala e pedante, como não poderia deixar de ser, mas às vezes tem coisas bacanas, como a fabuleta/causo abaixo.

Sinceridade e Sagacidade
Zé Cavalcanti, ex-deputado paraibano, conta em seu livro "A
Política e os Políticos", que um coronel do sertão, ao passar o
comando de seus domínios para o filho, aconselhou :

-Meu rapaz, se queres ser bem sucedido na política, cultiva estas
duas verdades : a sinceridade e a sagacidade.

-O que é sinceridade, meu pai ?

- É manter a palavra empenhada, custe o que custar.

- E o que é sagacidade ?

- É nunca empenhar a palavra, custe o que custar.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Incroyable

Vi na televisão na sexta na hora do almoço. Era o boneco grafitado num muro do Vale do Anhangabaú que ganhava vida no meio de uma multidão ali mesmo, conceito de sair do papel e tomar formas reais. Um gigante inflável marchando no meio da galera. Intervenção da trupe francesa (desculpa, mas ainda não aprendemos isso) Les Plasticiens Volants em parceria com a dupla osgemeos, artistas oriundos do grafiti (isso não só aprendemos, como damos show pelo mundo). Reta final de Ano da França no Brasil, e junto com um show de Siba e a Fuloresta, com participação de Zeca Baleiro, era o happy hour light perfeito para uma sexta-feira caliente de primavera.

Instigado que fiquei para ver aquilo, mandei email chamando a galera. Nego não se animou muito, talvez por ser no centro ainda afaste as pessoas (certeza que se falasse que era no MASP iria mais gente), ou minha companhia não anda muito em alta. Baixei no Anhangabaú para, sem saber, viver uma das coisas mais marcantes até hoje.

Que mágico aquilo, lúdico, poético. Sei lá, essas fotos podem dar uma idéia, mas o som, as luzes, o claor humano, os sorrisos e olhares encantados que se cruzavam intensos. Foi marcante, maior que palavras. Um teatro, um enredo, aquele boneco me pareceu vivo em vários momentos, lamentei a quase morte dele, a serpente descendo Praça Ramos de Azevedo deu tensão a tudo aquilo. Como criança, sorri. Como criança me arrepiei.
Fiquei besta, fiquei bobo. Quem viu, viu.


Crédito das fotos: Bob Kerr Jr

Tá explicado o apagão

From: Montgomery Burns [mailto: Mr.Burns@springfieldnuclearplant.com ]
Sent: terça-feira , 09 de novembro de 2009 15:38
Subject: Organizational Annoucement

Dear all,

This morning our employee Homer J. Simpson decided to leave Springfield Nuclear Plant.
Please join me in wishing good luck in his new role in Itaipu - Brazil.

Mr. Burns

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Alheio

Eu não estava num elevador. Não estava no carro. Nem no Metrô. Não estava no trânsito. Sequer estava numa avenida movimentada. Nem numa porta de faculdade. Nem num buteco. Muito menos num restaurante. Não estava com uma mulher. Menos ainda com um cara. Não estava ao ar livre. Nem estava ocupado.

"Onde você estava?" Não tem pergunta mais 11 de setembro que essa. E depois do apagão na noite do último dia 10, voltou pro rol das mais frequentes. E malas.

Terça foi punk, fui um monge no trabalho, ouvi cada coisa, tipo um nível bem pesado. Fiquei quieto, mas descontei em quem não devia fora do trabalho, falei o que não devia, exagerei. Um mea-culpa aqui. Você sabe que é pra você. Tudo o que eu queria era calma, e lá estava eu, às 22h15 no melhor lugar em que poderia estar naquela terça-feira abafada com pinta de noite de verão em que muito trabalho, nhenhenhéns demais e resoluções de menos me tiraram o humor e as energias. Era lá que eu estava. Sofá da sala, janela aberta.

Tava pra começar o Furo MTV. O prato estava quente no meu colo, fome de dia todo. Tinha bife de ontem, ainda bom, suflê de ontem e mais alguma coisa antiga. Tava bom, juro, bem molhadinho, saboroso. A luz piscou. Olhei meio assim. Pernas estendidas no puf, o prato impedindo qualquer movimentação. "Pô, justo agora vai acabar a luz? Tenho mesmo que levantar pra tirar tudo da tomada? Será que ainda tem vela no armário da cozinha? Ah, acho que já já volta".

Achadas as velas, acostumadas as retinas, esfriada a comida, terminado o prato, interrompido os pensamentos mancos daquele fim de dia digno de ostracismo, escovei os dentes. Afinal, ainda tinha água na torneira sem saber que o "ainda" era "por enquanto". O escurinho ajudou a proporcionar um bocejo, reação em cadeia. Sonhei com alienígenas chegavam na terra, e quando acordei nem sonhava que o caos estave instalado. De verdade. E sem extra-terrestres. Gente dormindo na rua, sem conseguir ligar para casa, medo, pânico, do mesmo diretor de Independence Day e Guerra dos Mundos.

Todo mundo tem uma história do apagão. Menos eu.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Post que não sai do forno

Sabe quando sobra matéria prima, mas falta tempo pra transformar?
Essa foi um semana de silêncio, muito trabalho, investimento, muita coisa por vir.
Uma hora sai. Uma hora tudo sai. E aí quem sabe até nossos Leitores da Casa do Chapéu saiam da toca, né Mr. Mountain View, Mr. Atlanta, Mr. Nagoya ou Mr. Lisboa. Tá todo mundo convocado a mandar um email para ser entrevistado aberta ou anonimamente. Perguntas definitivamente não faltam, já tempo...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Esse dia vai ser seu um dia

Não me lembro a última vez que passei Finados em Sampa, 2 de novembro normalmente é na praia, com chuva. Mas esse ano, mesmo sabendo do sol inédito que ia fazer, me empenhei pra ficar e tentar fazer algumas fotos, aproveitandoa a luz do fim de tarde, pra mim sem igual.

Admito que tenho muito mais medo de um passeio na Vila Olímpia, povoada por seus blasés que quase me ferem com seus narizes arrebitados que de qualquer cemitério, com suas tumbas plácidas, tranquilas. Morto tá morto e tá de boa. Deve ser uma ótima ser morto, sério. Não tem conta pra pagar, não patrão, não tem doença, não tem unha encravada. Já pensou por esse lado?

Então foi isso, segundona de alguns cliques no cemitério da Consolação.





Os pontinhos pretos são simpáticos mini-mosquitos, que acharam um buraquinho e estão se alimentando. Tudo natural.




Esse é o singelo túmulo da família. E a singelas, porém sinceras, flores que levamos. Tios e avós da minha mãe tão aí.