quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Produzindo
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Voo baixo e marginal
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Doces mentiras
Mas aqui entre nós, pode falar, aham, aham, sim, claro, acredito em você. Sem dúvidas, você tem razão. Eu sei que você tá falando sério, lógico. Você não teria porque mentir pra mim. Ah, tava com as amigas no shopping, claro. Eu tava jogando poker com os amigos, até um uisquinho eu tomei. Putz, não vai dar pra você vir? É aniversário da sua vó? Poxa, claro que eu entendo, meu, família é mó importante.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Um email, um sorriso
Hola Felipe, mi hijo de Venecia, es una gran alegría saber de tí, siempre los cambios nos traen buenas nuevas afortunadamente tu trabajo te está gustando mucho, mira que nos encontramos muy felices, con el nieto, se está pareciendo mucho a mis Jorges, y tiene hasta hoy sus ojitos azules, como los abuelos los dos los tienen así. Recuerda que cuando vengas a México tienes a tus papás, que te esperamos con los brazos abiertos, cuenta con nosotros. te mandamos un fuerte abrazo. seguiremos en comunicación.
domingo, 12 de setembro de 2010
O que você tava fazendo hoje há 9 anos?
sábado, 28 de agosto de 2010
Despedida
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Sete vidas, assim espero
E se for mesmo verdade aquela história das 7 vidas? Bobagem, não adianta buscar consolo em lenda urbana, seu feladaputa, cê matou o gatou em prestações, agora ele tá lá agonizando naquele frio da porra e você no quentinho, tomando guaraná Schin. Telefonema amigo, socorro. Do outro lado da linha me colocam com um protetor dos animais que fez isso recentemente, e a irmã veterinária usou toda a argumentação pró "levanta-sacode a poeira e dá a volta por cima" já utilizada nas linhas acima.
Desliguei e botei minha cabeça nesse mode: a culpa não é sua se ele optou deliberadamente por atravessar a rua naquele momento. O chalalá auto absolvidor foi aos poucos me convencendo. Realmente quem não devia estar na rua era ele, quem tem que zelar por si é ele. Gato não morre, gato vira pele de tamborim e churrasquinho ao mesmo tempo. Ele nem era preto mesmo, pode não ter 7 vidas, mas eu não terei 7 anos de azar. Etc...
Se funcionou? Aham, funcionou nada. Agora, quase 48 horas depois do incidente ainda me dói o coração de pensar o que foi e o que será do pobre felino.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Mais que um destino, uma experiência
É escrechado, é preocupado com o corpo, mas isso o torna saudável. Pô, qualquer vovô de bengala ali no calçadão domingo parecia mais saudável que eu, no meu inicial bronzeado de metrô. Carioca consegue ser revoltado e acomodado na mesma frase, eu também seria se morasse num cartão postal. Nem vem, avenida Paulista não é cartão postal de verdade, por mais que eu ame aquilo lá. Tá bom, é sorte ter os Dois Irmãos, o Arpoador, a Pedra da Gávea, a Lagoa, o Corcovado, mas é um povo que aprendeu a ser feliz num cartão postal. Os desgraçados sabem rir de si mesmo e poderiam nos dar aula, são leves e quiçá um pouco levianos, mas descontraídos por natureza. É a falsidade e deboche personificado no conceito de "simpatia é quase amor". Every fucking carioca tem seu charme.
Passar uns dias lá me dá a impressão de que se quer morar lá pra sempre, mas nem sempre estamos de férias e quando estamos ali de férias é difícil esquecer disso. Imerso numa terceira dimensão do bem estar, de chinelo e bermuda, mate e biscoito na mão, pareço mais um grão de areia, que não poderia estar em outro lugar. Incontáveis vezes sentado no Arpoador me peguei pensando a mesma coisa e constato que o Rio não é uma viagem, mas uma experiência. Não se viaja para lá, lá você se transforma. É única cidade que você não descobre, mas é ela quem te descobre. E a conclusão é uma só: fui engolido pela informalidade em estado bruto do caos travestido de paraíso.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
O que era aquilo?
sexta-feira, 16 de julho de 2010
O fim se anuncia, Josefa
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Íntimo e impessoal
Vamos a uma lista chula e de bate pronto.
- chefe
- chefia
- parceiro
- cumpadi
- meu
- amigo
- amigão
- querido
- queridão
- lindão
- meu camarada
- brother
- tio
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Verbos

Soltando os verbos. Alguns bons.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Flutuar
Nega, quanta coisa na mente. To louco pra assistir o jogo do chucrute contra a paella. Não queria que a copa acabasse. Muito bom ficar nesse semi carnaval durante um mes, este estado de alfa, semi anestesia generalizada na população todinha. Gostoso sentir essa euforia com a coisa mais importante dentre as menos importantes. Nesse momento ela vira a mais importante das coisas e no fim já pouco importa quem ganhou quem perdeu. As emoções, já diria Robertão, o sábio caboclo, essas sim são importantes de serem vividas e lembradas como merecem. O abraço que demos na copa de 2002 e meu pai chorando em 94, acha que eu esqueço? Gritando na rua, ali na Faria Lima, pegando busão pra casa da tia, doido, anestesiado, flutuando. Queria estar daquele jeito agora. Como diria uma frase de um muro da vida: "queria ser o que eu era quando queria ser o que sou agora".terça-feira, 6 de julho de 2010
Um pouco delas
A indecifrável mensagem nos olhos daquelas todas que você não saca qual é a dela de primeira. Nem de segunda. Que fazem sentido sem ser nenhum um pouco claras. Do tipo que pode pentear o cabelo a tarde toda que não fica mais linda do que quando está despenteada. E as que pegam na mão enquanto beijam e as que não pegam na mão enquanto beijam. Que brincam de sumir por algum tempo no fundo esperando que você suma mais que elas, mas que sempre saiba a hora certa de aparecer. A hora certa pra elas, claro. Seus humores previsíveis como o tempo no verão: só se sabe que vai chover. Quando, não importa. Desejos e segredos improváveis e impublicáveis que adoramos descobrir, e mais ainda, não saber. Quanto mais se sabe sobre elas mais se sabe que pouco sabe sobre elas. Saber que quanto mais mar se navega, mais mar se tem para navegar. E como é bom se declarar marinheiro sem porto, à espera daquilo tudo que espera o tempo certo sem ser nenhum um pouco previsível.quinta-feira, 1 de julho de 2010
A cagada de Sergio
Como é que um cagão que nem eu vai explicar uma merda duma ideia dessa? - pensou alto pela rua de dúvidas. Pedir ajuda, pra quem? Não, o Jonas da Coordenação, não. Nossa, muito menos para a Ju do Institucional. Quem sabe o Torres, aquele baixinho com tique lá da Supervisão 2 pode dar um tapa até o final da manhã e me ajudar a entregar uma... merda menos fedida, digamos assim. Até aqui não parei de pensar em voz alta, cansei de ser olhado de fora.
Vamo mudar essa visão. Sou o Sergio, levei com a barriga, fiz cagada, não cumpri com minha responsa e agora quero empurrar a merda pra alguém. É, tô legal de tomar come de chefe corno e sem moral. Era um projeto medíocre e tosco que ninguém ali faria melhor. Então lá fui eu levar com o pé nas costas sabendo no fundo que não ia dar em nada.
Mas pego na surpresa fui quando me avisaram que não daria para resolver a bosta que eu tinha feito e muito menos deixar bonito para os acionistas verem. Ia voar dejetos em todas filiais. Não teve relatório, protocolo, ameaça que fizesse aquilo se organizar. Estava fadado ao fracasso. A apresentação era às 9 em ponto, e o diretor da bagaça gostava de ficar ali na porta do elevador gritando com quem atrasasse um minuto.
Cheguei sete minutos atrasado, esbaforido, pizza debaixo do braço. Chacota. Peguei elevador, ouvi gritos ao fundo, me apressei. Subi, sala de reunião. Pen drive no data show, ô power point lento da porra, não entra. Vai, abre logo. Pronto, abriu. O crápula estava entrando na sala e eu ia apresentar aquela merda, aquela bela merda, devo acrescentar. Nem um moleque da UNIP faria uma daquelas, Sergio, como você é cabaço. Ele pegou um café, puxou a cadeira, olhou pra minha cara com cara de quem vai tirar sangue, pro telão com cara de deboche. Abriram a porta, era uma secretária:
- Pessoal, jogaram um avião nas torres gêmeas.
Sergio, no caso eu, nem sabia quem era Bin Laden, mas já agradecia a ele.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Catarse coletiva
Parecia que todo mundo ali naquele metrô iria perder um avião, que tavam correndo desperadamente ao aeroporto no último minuto, que já tinham se passado 10 minutos da última chamada para o vôo XX 69 171. Correria demente, faltava 1h30 pro jogo ainda. Quando faltava só meia hora todos pareciam que iriam matar um. Bar, amigos, só os amigos dos amigos, pouca gente, muita cerveja e coxinha. Surdo, pandeiro, repique e corneta, aka vuvuzela. Orquestra disso tudo, organizada, nego era bom, tinha ritmo e tudo, e olha que eu ainda não tinha tomado. Xingar Galvão, zoar o Arnaldo, fazer piada com o juiz e o amigo careca, tudo ali. Tensão, uhhhs, ahhhhs, viiiixes. Tudo explodindo, tudo nervos, mas impressionantemente organizado. Bola na trave, breja quase no chão. Unhas, cutículas, braço da amiga, tudo é bolinha anti-stress. Rir, de galera esse é o melhor remédio, que dúvida. De repente, a bola tá lá dentro. Grito. Abraça até os amigos dos amigos dos amigos. Já que é só a cada quatro anos que se tem essa intimidade, bora aproveitar. E se sentir estranhamente querido, aceito e brasileiro.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
À vontade
quarta-feira, 23 de junho de 2010
O prato, a chave
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Hoje eu acordei feliz.
Mal respirei, entre um gole e outro de cerveja. Um grito e outro de raiva. Um sorriso e outro, uma piada e outra. Sem Galvão para xingar, tinha um cara sem sal do Sportv, foco no jogo. Esparramado no pufe, risada, risadas. Grita, pô, seleção é tradição. Pintura modernista do primeiro gol, passe incrível do Ricardo. E depois, uma obra impressionista de Luis Fabimano (de Diós), inspirado em Monet e Pelé, conectados por algo mais que uma rima. Chapéu em cima daqueles monstros é coisa de moleque folgado. Que bom. Se esse é o tal ópio do povo, confesso que ontem fiquei doidão. E hoje eu acordei feliz.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Tudo pessimista
terça-feira, 15 de junho de 2010
Silêncio remédio
Muito silêncio por aqui. E o silêncio nunca vem só, traz pensamento embutido. Tenha certeza, nobre leitor, de que pensei em muita coisa nesses tempos e que nem de longe aposentar esse blog passou pela minha cabeça, deixar morrer só a chatice. Não dá, é automático, de vez em quando preciso espirrar por aqui e ser feliz. Não que não estivesse sendo esses dias, mas tava preocupado demais sendo eu mesmo. Sendo feliz de verdade, longe do mouse e do teclado, muito embora vendo eles quase que diariamente. A rotina é só ela, normal. Ver além do normal é privilégio que me foi dado não sei como e não sei por que. Mas não faz tempo e parece que uma estúpida clareza me tem arregalado os olhos ultimamente. Tem sido bom, espero que dure.
Silêncio é paz, respiro. Intervalo é melhor que pressa, que “pra ontem”. Silêncio é remédio, trabalha incansável para curar feridas, sanar dores. Adoro seguir lentamente apressado nesse mundo em que tudo já nasce velho. Me sinto novo a cada dia que se acaba de velho. Que os gritos das cornetas acordem de novo essa página, que voe aos ventos, que sacoleje ao som dos tambores desse tsunami que a cada quatro anos chacoalha essa terra. Férias ao silêncio porque ele tá precisando!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
As melhores coisas da vida?
Vi parte da minha vida passar na minha frente. Não, não foi cena do último salto, de uma pane de paraquedas, de um quase atropelamento ou colisão de carro. Foi cinema mesmo. Não, ainda não tive minha biografia adaptada para as telonas. Nem daria muita coisa, devo admitir. Vi tudo isso apenas olhando para um lugar, um cenário de filme.
Um lugar é muito mais do que o lugar
Os personagens, sim, algumas associações. Alguns me lembram algumas pessoas, adolescência, professores, gente bacana, ou trouxa. Ou eu mesmo. Nunca tinha sentido isso, mas me vi na tela, não no personagem principal, mas no todo, no conflito, no drama, no espaço. Mergulhei talvez nas minhas memórias mais inconscientes, no que me formou como pessoa, nos meus pilares. Meditei bastante a respeito depois do filme e quem sabe a única conclusão seja de que um lugar pode significar bem mais do que parece.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Ah, aquele cheiro
De pão de queijo saindo do forno.
De jasmim roubado no arbusto logo ali.
Dos metrôs novos.
De amor.
De vinho bom.
De sabonete de erva doce.
De parmesão torrado.
De feijoada num sábado sem mais nada à tarde.
Da Marginal quando você chega pela Ayrton Senna.
Das bancas da Doutor Arnaldo.
De adesivo recém impresso.
De vento.
De céu azul em Boituva.
De Ibirapuera amanhecendo.
De pipoca só com sal.
De limão espremido na lula à dorê.
De café na cama.
De preguiça com cerveja e risada.
Seu.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Aquele lugar
Tem cheiro de erva doce, um perfuminho familiar. Em todo canto tem objetos que são como cartões de embarque para decolagens da memória. Tudo que de alguma forma fez parte de mim está ali, ou pelo menos parte de tudo. Aquele lugar me conhece como ninguém, me sinto netinho correndo em casa de vó. Mas a dona não é matriarca, é a vida. A vida que me fez voltar para lá com aqueles olhos, com os sentidos aguçados. Sempre piso ali, mas não como dessa vez. Chovia, cheirava, plantinhas de muitos odores. Cachorra histérica, agitada, antagonizava com a disritmia do meu respirar. Que moleza que me possuía quando acordei daquela siesta. Colchão de nuvem, voei por mares de descanso e de leveza. Aquele sábado poderia durar pra sempre, até porque a noite não terminou bem. Conforto é o carinho que um ambiente nos dá, e ali as paredes parecem fazer cafuné. Na marcha lenta, o sono da semana acumulado, a vontade de curtir o sábado irritando o anjinho que só queria a horizontal e tchau. Banho potente, a água caía dilacerando as células recém despertadas, desconforto. Mas o calor, o vapor, transformariam toda dor em conforto e tranquilidade. Não me tire deste banho nunca, não quero girar a torneira em sentido horário. Deixar a água escorrer é estilingar problemas, mau olhado. Bungy jump sem volta de energia inservível, sai coisa ruim. Massagem capilar de um netuno encanado, saudades do velho lar. Mais de um ano sem ver o mar, acredite. O Pacífico não conta, é sacanagem. O Atlântico é mais que pacífico para mim, aprendi a me acalmar ali, a deslizar ali, a tomar caldo e a respeitar o oceano ali. Ainda volto pra lá, com certeza eu volto pra lá. Naquele lugar, onde eu quiser.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
A culpa é de todos nós
- Todos nós temos culpa.
Hein?
Aluga-se
Raul Seixas
A solução pro nosso povo Eu vou dar,
Negócio bom assim
Ninguém nunca viu
Tá tudo pronto aqui
É só vim pegar
A solução é alugar o Brasil!...
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
É tudo free!
Tá na hora agora é free
Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar
Esse imóvel tá prá alugar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!...
Os estrangeiros
Eu sei que eles vão gostar
Tem o Atlântico
Tem vista pro mar
A Amazônia
É o jardim do quintal
E o dólar dele
Paga o nosso mingau...
Nós não vamo paga nada
É tudo free!
Tá na hora agora é free
Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar
Pois esse imóvel está prá alugar
